Egito – Contagem Regressiva Étnica

Saindo do Haiti vamos para um país que está uma parte em cada continente, o Egito. De largada vamos falar sobre o transporte, apesar de grandes navegadores portugueses e vikings serem conhecidos, os egípcios utilizavam muito transporte marítimo, os camelos para transporte vieram após as dinastias, e o Rio Nilo era a principal via de transporte. Cerveja já foi moeda de troca, os primeiros registros da bebida datam de mais de 6 mil anos na região, e era um produto de alto valor. Cleópatra era grega, a famosa rainha do território nasceu em Alexandria, mas seus descendentes são gregos e até do alto escalão de Alexandre, o Grande. Para os amantes de animais como eu, quem matasse os gatos era condenado à morte.

As primeiras civilizações do Egito já eram consideradas desenvolvidas, em 5.000 a.C. já controlavam agricultura, cerâmica, pecuária e domesticação de animais para a época. Com vários povos desenvolvidos um se destacou, os Nacada que se desenvolveram em uma espécie de governo, tinham rotas e parceiros comerciais e controlavam pessoas e recursos do Vale do Rio Nilo durante os anos de 4.000 a.C. à 3.000 a.C, durante os últimos anos do período Nacada foi desenvolvida uma forma de escrita baseada em símbolos, que se tornou o alfabeto do Antigo Egito.

Terminado o Período Nacada, surgem os Faraós, que estabelecem vários sistemas de governo ao longo dos anos, com o Império Antigo, sendo marcado por expansão comercial e territorial pela via militar, conseguiu por quase 1 milênio sucesso no governo, os destaques foram as melhorias feitas no sistema de irrigação agrícola e de mineração, até a diminuição da força do faraó que abriu brecha para aumento de poder de líderes locais além da seca e a fome que permaneceram no país por mais de 100 anos, o país se dividiu novamente em Alto e Baixo Egito até que os territórios entrassem em um conflito inevitável onde o Alto Egito saiu vitorioso. O período que se segue foi o Império Médio a partir de 1.985 a.C., onde um novo Faraó sobe ao poder e começa a reconstrução das áreas devastadas e dá novos incentivos à área agrícola, arte e produção permitindo a vinda de imigrantes asiáticos ao país, que a medida que o faraó perdeu forças, estes imigrantes ganharam força e subiram ao poder. O faraó foi expulso do país que ficou nas mãos dos imigrantes, o faraó conseguiu reestruturar suas forças e iniciar uma guerra que durou 30 anos e expulsou os imigrantes do país. Assim inicia o Império Novo, onde o poder militar era prioridade e a expansão territorial era o foco, na tentativa de conquistar todo o Oriente Médio, após instabilidades políticas, golpes de estado, perda de aliados e a economia do país enfraquecer o Egito foi conquistado pelos romanos.

Os romanos tomaram muitas atitudes que desagradaram a população, tentando abafar muitas tradições culturais e tentando estabelecer o cristianismo como fizeram em diversos países e regiões que conquistaram. Assim se estabeleceram milícias no país motivadas principalmente pela religião, tentando corroer o poder do império, constantes ataques a agricultores e vilas assolaram o território, que após a queda do império o país fragilizado permitiu a entrada dos invasores, com um breve domínio Sassânida, a partir deste momento diversos povos tomaram conta por algum tempo do território egipcio, começando com: O Domínio Omíada, que converteu o território em islâmicos e reinstalou a língua arabe que se perdeu com o domínio romano;  Dinastia Tulúnida que marcou a volta da influência egípcia sobre a Síria; Dinastia Fatímida que fortaleceram o controle comercial, principalmente nos portos do Mar Vermelho e da costa africana, diminuíram a influência sobre Síria, o que beneficiou ainda mais o comércio; Dinastia Aiúbida foi marcada pela diminuição de impostos, reformulação militar, pois o exército era composto por mercenários, está reformulação militar foi para conquistar territórios da Líbia, Sudão e Iêmen, para auxiliar na defesa contra invasões dos cruzados; Dinastia Bahri tornaram a cidade do Cairo uma das principais cidades do mundo; Dinastia Burji a dinastia que perdeu para os otomanos, devido a problemas internos, está dinastia não conseguiu resistir aos Otomanos; Domínio Otomano foi relativamente curto e sem grandes influências no território egipcio, os otomanos se baseavam na arrecadação de impostos e colaboração, dando livre decisão cultural no país, líderes que respondiam aos otomanos eram eleitos, isto permiitiu que um governo interno fosse estabelecido e assim a influência destes líderes aumentou e fez com que o Egito se tornasse independente novamente, mas o cresceimento da navegação europeia e abertura de rotas comerciais, deixou o Egito em uma péssima situação e como eram parceiros comerciais do ingleses, Napoleão invadiu o país sem sucesso.

Neste momento os egípcios vêm para o Brasil, devido a instabilidade política econômica em busca de uma nova vida, aqui os egípcios trabalhavam como agricultores e comércio, como lá a maioria vivia em cidades, muitos buscavam esta opção, mas a maioria das oportunidades estava em produção agrícola. Como sua língua e costumes eram diferentes, começando pela religião, não houve muita influência egípcia em nosso país, mas uma adaptação forçada aos nossos costumes, pois muitos sofriam com o preconceito.

REFERÊNCIAS:

https://pt.countryeconomy.com/paises/egito
https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/resumo-de-historia-egito-antigo/#:~:text=A%20civiliza%C3%A7%C3%A3o%20eg%C3%ADpcia%20antiga%20permaneceu,de%20transporte%2C%20pessoas%20e%20mercadorias.
https://www.todamateria.com.br/egito-antigo/
https://www.historiadomundo.com.br/egipcia
https://www.egito.com/historia

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